30 agosto 2007

(SP) I Festival de Cinema e Vìdeo de Santa Cruz

I Festival de Cinema e Vídeo de Santa Cruz
Inscrições abertas!!!

O "I Festival de Cinema e Vídeo de Santa Cruz das Palmeiras" promovido pela Associação Cultural Moinho dell´Arte e pela prefeitura municipal de Santa Cruz das Palmeiras-SP, será realizado no período de 12 a 14 de novembro de 2007.
Podem participar os vídeos produzidos ouconcluídos no período de janeiro de 2005 a agosto de 2007 com duração máxima de 15 minutos. As inscrições vão até 26 de outubro. Participe deste novo evento de âmbito nacional, envie seu trabalho, mostre sua obra e contribua para o desenvolvimento cultural da nossa região.
Desejamos boa sorte à todos os participantes !!!
Ficha de inscrição e regulamento disponíveis no site:
http://www.moinhodellarte.com/3712/20201.html
Divulgue !!! Participe !!!
A equipe Moinho dell´Arte.

29 agosto 2007

(SP) Seminário de Dramaturgia na Escola Wolf Maya

ESCOLA WOLF MAYA PROMOVE SEMINÁRIO DE DRAMATURGIA, c/ Bruno Barreto e c/ Alcides Nogueira - São Paulo (Inicio 15/09)
A Escola de Atores Wolf Maya promove o Seminário de Dramaturgia "Teatro, Cinema e Televisão", com o cineasta Bruno Barreto ("Bossa Nova", "O Casamento de Romeu e Julieta", "Caixa Dois") e o autor de novelas e minisséries Alcides Nogueira ("Força de um Desejo", "Um Só Coração", "JK").
O Seminário tem por finalidade apresentar um painel de grandes linhas da dramaturgia ocidental, através de conferências ministradas por especialistas em autores, períodos ou formas teatrais.
São 14 aulas, com 14 professores diferentes e cada aula com um tema específico.Estão ainda entre os professores José Possi Neto, Mauro Alencar, Renata Pallottini, e muitos outros.Mais informações podem ser obtidas no site http://www.escoladeatoreswolfmaya.com.br ou pelo telefone (11) 3472-2444.
Fonte: TELA VIVA News.

(RJ) Oficina “Escrevendo & Filmes”

Na semana que vem, começa uma nova edição da Escrevendo & Filmes, oficina de roteiros coordenada por Juliana Reis e que acontece no Tempo Glauber, no Rio.
Segundo o release, este módulo trata de apresentar e discutir os princípios básicos de dramaturgia, assim como as principais ferramentas de escritura dramática, com aplicação no roteiro cinematográfico.
É um trabalho que tem sido desenvolvido por Juliana Reis desde janeiro 2006 (este será o 11º grupo formado na oficina), em paralelo às aulas de roteiro que ela ministra na Escola de Cinema Darcy Ribeiro.
Por restarem ainda 3 vagas não reservadas, Reis propôs 15% de desconto para os colegas dos fóruns do Yahoo Grupos.

Em seguida ao Módulo de Introdução, será realizada uma oficina com um trabalho voltado para o aperfeiçoamento de argumentos e reescritura de tratamentos de roteiros, em vista dos proximos editais do MinC e da RioFilme, previstos ainda para 2007.

Uma lista de pré-inscrição e reserva de vagas já está aberta e o laboratório deve entrar em ação em meados/fins de setembro.

Informações e detalhes sobre o programa: http://br.f301.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=escrevendo%40bighost.com.br ou pelo telefone 21. 22390779

Contato: Juliana Reis
Oficina Escrevendo & Filmes
21.22390779
http://br.f301.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=escrevendofilmes%40tempoglauber.com.br

(RJ) II Festival Nacional de Teatro Campos

Já estão abertas as inscrições para o “II Festival Nacional de Teatro de Campos dos Goytacazes”, edital no site http://www.campos. rj.gov.br é só clicar na janela II Festival Nacional de Teatro de Campos .

Grupo Faz de Conta /Coordernadora Iara Lima
Contadores de Historia e Teatro
Visite o site www.grupofazdeconta.com.br
Cel : (22) 981 39766
Visite o site www.grupofazdeconta.com.br
Cel : (22) 981 39766

(RJ) III Roda de Autores – Cia. de Teatro Contemporâneo

NESTA SEXTA FEIRA, DIA 31/08 ÀS 20 HORAS - ENTRADA FRANCA!!
III RODA DE AUTORES

SEDE DA CIA. DE TEATRO CONTEMPORÂNEO
RUA CONDE DE IRAJÁ, 253 – BOTAFOGO
SEXTA-FEIRA, 31/08 - 20 HORAS

ORG: CELSO TADDEI

A Cia. de Teatro Contemporâneo tem o prazer de convidar a todos para nossa III RODA DE AUTORES: Um descontraído bate papo entre dramaturgos, que falarão de seus caminhos profissionais, suas maneiras de criar e fabular, e da tragédia e comédia que é levar o dia-a-dia escrevendo.

Com entrada franca, a RODA DE AUTORES é um espaço aberto para todos aqueles que têm interesse pela tarefa complexa e fascinante que é essa de contar histórias. Uma oportunidade de ouvir bastante, falar um tanto, pensar muito. E de se divertir, claro, que lugar de drama é no papel.

A III RODA DE AUTORES vai girar com...

CHICO SOARES. Jornalista de formação, iniciou a carreira na imprensa esportiva para depois se tornar escritor e roteirista. Contratado pela Globo, roteirizou diversos programas como "TV Colosso", "Turma do Didi" e "Sob Nova Direção". Atualmente é um dos autores de "Sítio do Pica-Pau Amarelo".

FAUSTO FAWCETT. O poeta, romancista e compositor se tornou nacionalmente conhecido com o sucesso "Kathia Flavia". Entre livros, performances e canções (como "Rio 40 Graus" e "Supernova") , Fausto fez uma recente incursão como autor de teatro. Em parceria com Henrique Tavares, escreveu a peça "Cidade Vampira".

IQUE. Artista de traço inconfundível, há vários anos Ique é o principal chargista do Jornal do Brasil. Ganhador de dois Prêmios Esso de Jornalismo, é o autor da escultura "O Corneteiro de Pirajá", instalada na Rua Garcia d'Ávila, Ipanema. É autor-roteirista da Rede Globo, atualmente escrevendo esquetes de humor para o programa "Zorra Total".

JUCA FILHO, Escritor e músico, Juca compôs sucessos como "Toada" e "Quem Tem a Viola", entre outros. Há vários anos é roteirista da TV Globo, onde escreveu programas como "Grande Família", "Casseta e Planeta" e "Sai de Baixo" Atualmente trabalha no novíssimo seriado "Toma Lá dá Cá".

RICARDO MEIRELLES, Professor de História, foi vice-prefeito da cidade de Macaé, RJ e é secretário do Patrimônio Histórico e Cultural desse Município. Escritor e dramaturgo várias vezes premiado, suas peças são freqüentemente montadas no Brasil e no exterior. Entre muitas outras, escreveu "Palácio dos Urubus" (Prêmio SNT e Rádio WDR, Alemanha) e "Os Bons Tempos Voltaram" (Prêmio Augusto Boal).

A RODA DE AUTORES é um evento da OFICINA DE INICIAÇÃO À DRAMATURGIA. Ministrada por Celso Taddei, às sextas feiras, de 20 às 22 horas, na Sede da Cia. de Teatro Contemporâneo, o Oficina terá início em 14 de setembro de 2007.

RODA DE AUTORES
SEXTA-FEIRA, 31/08
20 HORAS

SEDE DA CIA. DE TEATRO CONTEMPORÂNEO
R. Conde de Irajá, 253 - Botafogo. (Perto da Cobal do Humaitá)
Informações: 21 25375204 e 87861294

www.ciadeteatrocontemporaneo.com.br

(RJ) Aula Inaugural Gratuita – Produção de Cinema e TV

*Aula Inaugural Gratuita*
*Produção de Cinema e TV*
*30/08 (Qui) 19:00*
*Excelente oportunidade para conhecer*
* o programa do curso e tirar qualquer dúvida*

*Marta Passos*
Produtora executiva dos filmes: *O vestido, Lua de Cristal*, *Sol de Verão*,Da mini série *Zumbi dos Palmares*; diretora de produção de *Pagú,* *Sombrasde Julho*, *Doces Poderes, Uma aventura do Zico*. Participação deestagiários escolhidos no curso de produção nos filmes *Tributo a NelsonGonçalves*, *Xuxa Requebra*, *Os* *Filhos de Nelson*.
*Objetivo*
Desvendar o processo prático da produção, para que o futuro estagiário sinta-se integrado e torne-se, efetivamente, um membro da equipe do filme. Partes teóricas: pré-produção, preparação, filmagem, finalização,e comercializaçã o. Prática: Análise Técnica, locações, preparação do platô, planejamento de filmagem, de transporte, de alimentação, autorizações, contratação de serviços, segurança, equipamentos, visitas a estúdios e locações. Em cada curso será desenvolvido um projeto cinematográfico pelos alunos.

*Início: 04 de setembro a 11 de outubro de 2007 *
*Ter e Qui- 19 às 22h *
*Valor: 2 x R$250,00 + R$ 60,00 (Matrícula)*
*Desconto à vista 15%: R$ 425,00 + R$ 60,00 (Matrícula)*
*12 aulas*
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VÍDEO FUNDIÇÃO / ARCOS DIGITAL FILMES
arcosdigital@br.inter.net
[21] 2532-4308 (Seg a Sex - 10h às 18h)
Fundição Progresso - Rua dos Arcos, 24 a 50 - Lapa - Rio de Janeiro - RJ

(SP) Oficina de roteiros em Marília

OFICINA - No próximo dia 1° de setembro, das 8h às 18h, Estevanato estará ministrando uma Oficina de Radio, TV e Cinema, no Clube de Cinema de Marília, tendo como conteúdo um histórico completo dos meios de comunicação de massa em nosso país, e na segunda parte, técnicas de roteirização, produção e direção de TV e cinema. As inscrições estão sendo feitas na Microcamp, com vagas são limitadas (50) e a taxa é de R$ 25,00. A oficina começa com um café da manhã, e no final todos os participantes recebem certificado de participação.
Maiores infromações podem ser obtidas com o próprio Alexandre através dos tels.(14) 3413-6952 /(14) 9727-6954.

P.S.: O DDD de Marília é (14)

28 agosto 2007

Vidas Opostas chega a 29 pontos, com 40% de share

Vidas Opostas chega a 29 pontos, com 40% de share
A Novela da Record "Vidas Opostas", escrita por Marcílio Moraes, fez bonito em seu último capítulo, conseguindo média de 25 pontos e picos de 29, com 40% de share.
Durante 44 minutos a novela ficou em primeiro lugar na audiência, conta a Rede Globo, que apresentava "Tela Quente" e obteve média de 27 pontos. O SBT, por sua vez, só registrou 4 pontos de média no horário.

27 agosto 2007

Braga leva novela ao limite da forma

Folha de S. Paulo, 26 de agosto de 2007 - Ilustrada


Braga leva novela ao limite da forma, diz psicanalista
Para Tales Ab'Sáber, "Paraíso Tropical" realiza "algo novo" no gênero;

filósofo Janine Ribeiro acha que novela muda conduta
Novelista afirma que procura "mostrar o Brasil real, muitas vezes com ironia" e se diz "prosa" com elogios de acadêmicos

Alessandra Negrini, que na atual novela das oito representa as gêmeas Paula e Taís
Alessandra Negrini, que na atual novela das oito representa as gêmeas Paula e Taís
RAFAEL CARIELLO
LAURA MATTOS
DA REPORTAGEM LOCAL

Gilberto Braga é o queridinho dos intelectuais.Mais do que os pequenos golpes da prostituta Bebel ou as vilanias de ricos e arrivistas, alguns dos principais pensadores da sociedade brasileira vêem nas novelas do autor de "Paraíso Tropical" uma representação sofisticada do país.

Considerado o melhor novelista atual do Brasil por acadêmicos entrevistados pela Folha, o criador de "Dancin" Days", "Vale Tudo" e "Celebridade", entre outros sucessos, é elogiado por seu diálogo com a tradição cinematográfica norte-americana e a ficção de Nelson Rodrigues.

"Acho ele melhor do que os outros autores", diz Sergio Miceli, professor de sociologia da USP, que vê o interesse de sua dramaturgia na "aposta em mostrar o lado menos bonzinho, mais perverso" dos personagens. "Ele tem um lado de contra-senso, de um sentido menos domesticado", diz.

Miceli conta que havia parado de ver novelas anos atrás, mas que foi fisgado por "Paraíso Tropical" por causa de sua mulher. "Ela se ligou na novela e acabei me ligando também."

O sociólogo aponta problemas na trama atual, como personagens estereotipados, distantes da ambivalência maior que, para ele, predominava em folhetins anteriores de Braga.

Outros são classificados por ele como "bastante simpáticos", mesmo se caricatos, caso do executivo-vilão interpretado por Wagner Moura. "O Olavo não pode ver uma mulher que já vai e marca o quarto; é de uma animação! É inacreditável. O personagem tem um lado completamente caricato, é um herói de quadrinhos. Como você pode ter um peru em prontidão permanente dessa maneira?", diz, bem-humorado.

Para o psicanalista Tales Ab'Sáber, Braga é o "grande inventor moderno" do gênero telenovela e o levou "até o limite extremo da sua forma". Por ter feito tanto, a seu ver, Ab'Sáber chega a comparar o salto qualitativo atingido pelo autor em "Vale Tudo" (1988) com o nível atingido por Machado de Assis em suas obras de maturidade.

Elite cínica e violenta

"Não foi por acaso, portanto, que ele deu o seu próprio salto mortal, como ocorreu com Machado de Assis cem anos antes no registro da alta literatura". Segundo ele, em "Vale Tudo", Gilberto Braga "passa a olhar o Brasil do ponto de vista radical de uma elite beneficiária da vida nacional estagnada, que opera com liberdade cínica e violência sistemática a sua relação com uma classe média ambígua ao extremo em relação à ordem de exploração e ao descompromisso do grande dinheiro por aqui".

Isso significou, segundo Ab'Sáber, que "a novela brasileira, finalmente, estava à altura da história". "Gilberto Braga é de fato o único dramaturgo da TV brasileira que pode ter no Brasil o seu personagem", diz.

O novelista, em entrevista à Folha, disse que tenta simplesmente "mostrar o Brasil real, muitas vezes com ironia".

Ab'Sáber vê em "Paraíso Tropical" a realização de "algo novo" na dramaturgia. "Nessa novela, os vilões são impotentes, e a cada ato de interesse imoral rumo ao dinheiro -o sujeito oculto de toda a trama- corresponde uma imediata frustração. Nada se realiza nos planos gerais de supremacia de quem os tem. No plano das novelas, isso é muito novo", diz.

"Creio que se comenta aí o estado de moratória social e de crise de orientação das elites, que têm um mal-estar com o fato de estarem condenadas ao país degradado no qual vivem em pleno benefício, além de se sentirem punidas com a estagnação histórica do país, que elas mesmas promoveram."

Melodrama temperado

Menos taxativo que Ab'Sáber, o professor da Escola de Comunicações e Artes da USP Ismail Xavier elogia Braga. "Como gosto pessoal, acho ele o mais interessante. Mas não quero fazer disso um juízo de autoridade", afirma.

"Gilberto Braga demonstra claramente que é um espectador do cinema clássico americano. E faz a ponte entre a cultura brasileira e esse cinema industrial clássico", diz o crítico, que aponta também relações com Nelson Rodrigues.

Essa influência do cinema, complementa, "aparece principalmente na microcena, nos diálogos, na maneira como se comportam as pessoas".

Não se trata de realismo, diz, já que o esquema do melodrama -com temas morais marcados, vilões e mocinhos- permanece, mas de um uso do naturalismo do cinema americano como "método de interpretação" e de escrita de diálogos.

O professor de filosofia da USP Renato Janine Ribeiro, para quem "Vale Tudo" foi "a melhor narrativa de novela" a que já assistiu, diz não concordar com a idéia de que uma obra de ficção "retrate" uma realidade social qualquer. Ele afirma preferir pensar os efeitos que essa criação pode ter.

"É muito importante a exposição que ele faz dos vícios brasileiros. Uma parte da convicção que existe no Brasil de que algumas condutas são inaceitáveis se deve às novelas. É o papel da crítica social, de que algumas coisas são intoleráveis e devem ser contestadas de uma maneira muito dura, severa.

"O novelista, ao saber dos elogios, comentou: "Claro que fico prosa. Logo eu, que fugi da faculdade no segundo ano de Letras e me acho tão inculto...".

DE BILLY WILDER A JANETE CLAIR

Gilberto Braga comenta quem fez sua cabeça: "Sou muito influenciado pelo grande cinema americano, sim, por diretores como Billy Wilder [1906-2002], George Cukor [1899-1983], Alfred Hitchcock [1899-1980] e tantos outros. Nelson Rodrigues [1912-1980], sem dúvida, nosso gênio. E Janete Clair [1925-1983], naturalmente".

Record "incha" elenco em nova novela

Folha de S. Paulo, 26 de agosto de 2007. Ilustrada

Link original: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2608200712.htm

Record "incha" elenco em nova novela
Escrita por Tiago Santiago, "Caminhos do Coração" estréia nesta terça-feira com 63 personagens

MARCELO BARTOLOMEI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

A julgar pelo número de personagens, 63, "Caminhos do Coração", que estréia nesta terça na faixa das 22h, chega "inchada" se comparada às demais novelas da Record. É um recorde na carreira de Tiago Santiago, 44, desde que estreou na emissora, em 2004, onde tem duas obras. "A Escrava Isaura" teve 43 personagens, e "Prova de Amor", 48.
Na emissora, só "Bicho do Mato", escrita por Bosco Brasil e Cristianne Fridman em 2006 e supervisionada por Santiago, teve mais personagens, 69.
Na Globo, os núcleos são maiores, mas depende de cada novelista. "Sete Pecados" (Walcyr Carrasco), por exemplo, tem 75; "Eterna Magia" (Elizabeth Jhin), 54; e "Paraíso Tropical" (Gilberto Braga e Ricardo Linhares), 88.
"Agora já estou mais preparado. Por ser uma trama policial, vários personagens morrem. Mas pelo menos 50 têm que estar na história. É a novela mais difícil que já escrevi", diz Santiago, que sabe dos riscos em inflar núcleos, mas se sente seguro e mais maduro.
Para o doutor em teledramaturgia da USP Mauro Alencar, 45, o aumento de personagens é uma tendência brasileira, que começou na década de 90. "A novela tem sempre que dialogar com um público heterogêneo, por isso há vários temas a serem explorados. Como é uma herança do rádio, começou com núcleos pequenos", diz.
"É preciso muito talento para lidar com muitos personagens."O dramaturgo Cassiano Gabus Mendes (1929-1993) dizia que uma boa novela deveria ter 24 personagens, no máximo. João Emanuel Carneiro segue esse pensamento e prefere núcleos menores: "Cobras & Lagartos" (2006) teve 32; sua primeira, "Da Cor do Pecado" (2004), 24.Na contramão, Manoel Carlos é considerado craque em núcleos gigantes. Sua última novela, "Páginas da Vida", teve 150 personagens, contando participações especiais. Tantas histórias podem gerar "buracos", como o dos genros de Tide (Tarcísio Meira), que sumiram da trama.
Mas uma grande galeria de personagens pode servir como recurso para esticar a novela, caso necessário. "Tornou-se uma exigência da indústria", afirma Alencar.
Santiago aprendeu em "Prova de Amor", quando havia resolvido os desfechos e a emissora pediu um mês a mais no ar. "Daí eu apelei", diz, referindo-se à reaparição do vilão morto e de reviravoltas imprevistas.
Segundo o diretor-geral de "Caminhos do Coração", Alexandre Avancini, 42, para crescer é preciso mais infra-estrutura. Hoje, ele mantém quatro frentes de gravação por dia. Nesta, que é a nona novela da "retomada" da Record, também cresceram as equipes de produção, direção e roteiristas e as cotas de patrocínio -8% a mais, segundo o vice-presidente comercial Walter Zagari.

TRAMA UNE INJUSTIÇA SOCIAL E SUPERPODERES

O autor de "Caminhos do Coração", Tiago Santiago, diz que a novela tem uma estrutura tradicional de folhetim, com história de amor, injustiças sociais, humor e um toque de realismo fantástico, com personagens que têm superpoderes. A história começa com Maria (Bianca Rinaldi), adotada por uma família circense, presa injustamente pela morte do pai. Em paralelo, vilões perseguem e eliminam pessoas ligadas a um escândalo de experiência genética em bebês