16 janeiro 2013

Curso de teatro abre inscrições gratuitas em Vila Velha, no ES


Fonte: G1 do ES

Aula inaugural está marcada para o dia 25 de fevereiro. Para participar, basta fazer a inscrição na Secretaria Municipal de Cultura.


Interpretação, improvisação e muita história sobre a arte fazem parte do curso de iniciação teatral da 10ª turma do Grupo Experimental de Teatro Amador (Geta), da Prefeitura de Vila Velha. O curso é gratuito e a aula inaugural está marcada para o dia 25 de fevereiro. Para participar, basta fazer a inscrição na Secretaria Municipal de Cultura.

Durante o curso, alunos constroem conhecimento teórico em história da arte, história do teatro, construção de personagem, interpretação, improvisação, postura cênica, preparação vocal e corporal, entre outras atividades.

Os interessados em participar do curso devem enviar um e-mail para a Semcult, no endereço eletrônico andersonlima@vilavelha.es.gov.br, com nome, endereço, data de nascimento, telefone e e-mail. Também é preciso anexar foto na mensagem eletrônica.

Ainda de acordo com a Semcult, os participantes devem ter idade mínima de 12 anos, com a autorização dos pais.
O Geta é um projeto de teatro com oficinas de interpretação oferecidas gratuitamente à comunidade. As aulas, realizadas no Teatro Municipal de Vila Velha, acontecem às segundas e quartas feiras, com turmas pela manhã e à tarde.
Serviço:
Curso de teatro:  Grupo Experimental de Teatro Amador (Geta)
Começo: 25 de fevereiro
Onde:  Teatro Municipal de Vila Velha

15 janeiro 2013

João Nunes: porque nunca devemos escrever de graça

Fonte: www.joaonunes.com. Texto escrito pelo roteirista e escritor João Nunes, publicado em seu site em 26/06/2012.



João Nunes é natural de Portugal, hoje morador de Manaus.
Roteirista de talento, os posts publicados em seu site abordam a carreira de roteirista audiovisual, sempre com muita informação e humor. Para aqueles que nunca leram seus textos, lembramos que o autor utiliza terminologias portuguesas, como "guionista" ao invés de "roteirista", "guião" ao invés de "roteiro".

Vamos ao texto!


"A tentação de escrever de graça


Quem começa a ten­tar sin­grar na pro­fis­são de gui­o­nista mais tarde ou mais cedo vai ser desa­fi­ado a escre­ver de graça.
As jus­ti­fi­ca­ções serão sem­pre dife­ren­tes; a res­posta, pelo con­trá­rio, deverá ser sem­pre a mesma: “Não, obri­gado; não posso dar-​​me ao luxo de tra­ba­lhar sem ser pago”.
Con­tra mim falo, pois já ali­nhei em situ­a­ções des­sas mais de uma vez. Deixem-​​me con­tar duas des­sas experiências.

Primeiro caso

Um amigo, rea­li­za­dor de publi­ci­dade muito talen­toso, convidou-​​me há alguns anos atrás para uma con­versa acerca de um pro­jeto de cinema.
O seu obje­tivo era apre­sen­tar um guião, escrito a par­tir de uma ideia sua, a um impor­tante pro­du­tor por­tu­guês. O pro­blema é que não tinha tempo, nem voca­ção, para o escre­ver por si mesmo.
Infe­liz­mente tam­bém não tinha pos­si­bi­li­dade de pagar a um gui­o­nista para o fazer.
Devia ter-​​me escu­sado ime­di­a­ta­mente, mas por sim­pa­tia pedi-​​lhe para me expli­car a ideia. Era ape­nas um esboço, muito crú, mas alguns dos seus ele­men­tos mexe­ram com a minha imaginação.
Pas­sa­dos alguns dias avan­cei com uma con­tra­pro­posta: não escre­ve­ria um guião mas se ele esti­vesse inte­res­sado podia desen­vol­ver um tratamento.
É óbvio que ele acei­tou. O que é que tinha a perder?
Come­çara a nego­ci­a­ção ape­nas com uma ideia inci­pi­ente e ia sair dela com um tra­ta­mento pronto a apre­sen­tar a um pro­du­tor, sem gas­tar mais do que a bebida que me pagou.
Escrevi o tra­ta­mento, que me deu muito gozo e satis­fa­ção, mas tam­bém muito tra­ba­lho. Enviei-​​o.
Pas­sa­dos alguns dias, recebi uma pequena mon­ta­gem em vídeo com uma espé­cie de teaser-​​trailer (ele é um tipo muito talen­toso, como já referi).
Fiquei entu­si­as­mado: “Wow, isto vai ser bom”.
E depois, mais nada.
Tanto quanto sei o pro­jeto mor­reu sem sequer ter sido apre­sen­tado ao tal produtor.

Segundo caso

Há três anos atrás tive uma ideia para uma mini-​​série de tele­vi­são. Modés­tia à parte, era uma boa ideia.
Por minha conta e risco desen­volvi os tra­ta­men­tos com­ple­tos de todos os epi­só­dios. Quando fiquei satis­feito com o resul­tado, apresentei-​​o a um produtor.
Ado­rou o pro­jeto, que encai­xava quase per­fei­ta­mente nos seus pla­nos para uma co-​​produção importante.
Só fal­tava o “quase”.
Para ficar per­feito seria pre­ciso intro­du­zir algu­mas alte­ra­ções no tom e enredo da estó­ria. Estava dis­posto a fazê-​​las?
Ape­sar de não muito satis­feito com o rumo suge­rido acei­tei fazer as mudan­ças pedi­das. Às quais se segui­ram mais algu­mas suges­tões, e depois ainda outras indicações.
Final­mente decidi parar de escre­ver, o que coin­ci­diu com a infor­ma­ção de que tinha havido um con­tra­tempo na co-​​produção: o pro­jeto tinha sido sus­penso, e só eu ainda não sabia de nada.

Cada um é como cada qual

Não estou abor­re­cido com nenhum dos meus inter­lo­cu­to­res nes­tas duas estórias.
Limitaram-​​se a apro­vei­tar a minha dis­po­ni­bi­li­dade para tra­ba­lhar de graça. Qual­quer pes­soa no lugar deles faria o mesmo.
A culpa não foi deles; foi minha.
No pri­meiro caso cometi o erro de me dei­xar apai­xo­nar pela ideia, quando não havia con­di­ções para pagar o meu tra­ba­lho. Apa­ren­te­mente, apaixonei-​​me até mais do que o meu amigo.
No segundo caso, o erro foi ainda maior. Acei­tei fazer alte­ra­ções a um tra­ba­lho meu — ainda por cima alte­ra­ções em que não acre­di­tava com­ple­ta­mente — sem ter sequer um con­trato assinado.

Porque é que os produtores agem assim?

Por­que podem.
Por­que nós, os gui­o­nis­tas, os deixamos.
Por­que são humanos.
Qual­quer pro­du­tor que se preze tem, em cada momento, vários pro­je­tos em desen­vol­vi­mento. O seu entu­si­asmo em rela­ção a esses pro­je­tos vai vari­ando com o tempo, em fun­ção de uma imen­si­dade de fatores.
O pro­jeto favo­rito num deter­mi­nado momento pode, três meses depois, ter sido arru­mado numa gaveta e esquecido.
Mas há outro fator ainda mais impor­tante, que deriva da psi­co­lo­gia humana.
Quando estive em Angola pela pri­meira vez tra­ba­lhei com umaONG que agia na área da pre­ven­ção da AIDS. Uma das coi­sas que me sur­pre­en­deu foi que, nas suas ações de cam­pa­nha, ven­diam os pre­ser­va­ti­vos por um preço irrisório.
Quando per­gun­tei por­que não os ofe­re­ciam, já que o preço era tão baixo, deram-​​me uma expli­ca­ção que nunca mais esqueci: sem­pre que ofe­re­ciam os pre­ser­va­ti­vos as pes­soas não lhes davam valor e não os usavam.
Pelo con­trá­rio, quando pediam algum dinheiro pelos pre­ser­va­ti­vos, mesmo que fosse muito pouco, aumen­tava a sua cre­di­bi­li­dade e a pro­ba­bi­li­dade de serem usados.
Pen­se­mos nos nos­sos guiões da mesma forma.
Quando os ofe­re­ce­mos esta­mos, na prá­tica, a tirar-​​lhes o valor. E, não tendo valor, a sua pro­ba­bi­li­dade de virem a ser uti­li­za­dos dimi­nui muito.
Se um pro­du­tor tem três ou qua­tro pro­je­tos em curso, e só inves­tiu dinheiro do seu bolso num deles, a qual é que vai dar mais aten­ção: aos que lhe caí­ram no colo, de graça e sem esforço? Ou àquele em que está a pagar juros ao banco?
Pior ainda — tra­ba­lhando sem remu­ne­ra­ção esta­mos a desvalorizar-​​nos a nós mes­mos. E se nós não nos valo­ri­za­mos, por­que outros o hão de fazer?

O custo de oportunidade

Há uma outra razão para não escre­ver de graça. Seth Godin refere-​​a num artigo de ontem: é o custo de oportunidade.
As horas que pas­sa­mos a tra­ba­lhar sem remu­ne­ra­ção são horas em que não esta­mos a tra­ba­lhar em pro­je­tos remu­ne­ra­dos. Ou, pelo menos, a tra­ba­lhar em pro­je­tos nos­sos, que mais à frente nos pode­riam tra­zer dividendos.
São, tam­bém, horas em que não esta­mos com a nossa famí­lia, com os nos­sos ami­gos, ou a cui­dar de nós. Qual o valor que damos a isso?
Numa época em que todos, de uma forma ou de outra, ven­de­mos o nosso tempo, este torna-​​se a moeda mais preciosa.
Como Seth Godin sali­enta, dizer “não” tem um custo, mas dizer “sim” tam­bém tem.

Como agir então?

O prin­cí­pio é sim­ples: só tra­ba­lhe de graça quando está a escre­ver para si pró­prio, por sua ini­ci­a­tiva, num pro­jeto de seu inte­resse.
Tudo o que não encaixe nesta defi­ni­ção é uma encomenda.
“Pre­ciso de uma sinopse, uma coisa sim­ples, só duas ou três pági­nas” — é uma encomenda.
“Tenho este guião, que é muito bom, mas que­ria dar-​​lhe uma revi­são­zi­nha; fazes isso num ins­tante” — é uma encomenda.
“Ado­rei o teu pro­jeto e acho que vou ficar com ele. Mas gos­tava de ver umas peque­nas alte­ra­ções para ter mesmo a cer­teza” — é uma encomenda.
E uma enco­menda de escrita nunca deve ser aceite:
1.    Se não hou­ver remu­ne­ra­ção em cima da mesa;
2.    Se não hou­ver um con­trato escrito e assi­nado pelas duas partes.
O valor da remu­ne­ra­ção pode variar muito; as moda­li­da­des de paga­mento e os pra­zos tam­bém; os ter­mos do con­trato, idem idem.
Mas nunca aceite tra­ba­lhar por enco­menda sem remu­ne­ra­ção e sem contrato.

E não pode haver excepções?

Claro que sim. Para tudo na vida há excepções.
Se fez o curso de cinema com um amigo pro­du­tor, ambos estão a come­çar as car­rei­ras, ele tem ainda menos dinheiro do que você, e os dois ado­ram o pro­jeto — por amor de Deus, escreva o guião.
Se é um filme inde­pen­dente ultra low cost, em que nin­guém, do rea­li­za­dor ao assis­tente de pro­du­ção, vai ser remu­ne­rado — vá na fé e escreva de graça.
Se está a namo­rar o rea­li­za­dor de uma curta-​​metragem (uma longa já é outra con­versa…), não seja egoísta — escreva o guião de que ele pre­cisa. O amor é lindo.
Mas, mesmo que não haja dinheiro envol­vido, faça sem­pre um contrato.
Quando o guião for pro­du­zido, o filme indie der dinheiro, a curta come­çar a ganhar prê­mios em fes­ti­vais, vai agradecer-​​me por este conselho.

Alguns artigos afins de que talvez goste:

Canal online "O cubo" seleciona produções independentes


Estão abertas as inscrições para produções audiovisuais que  desejem integrar a grade de programação do canal online de cultura O Cubo, cujo lançamento acontece nesta sexta-feira (11/1). São aceitas obras em curta e longa-metragem, documentários, programas, webséries e animações.

O trabalho não precisa ser inédito, mas é necessário que ele seja licenciado por uma das sete licenças Creative Commons. A curadoria do canal será do cineasta Fabiano Cafure, autor de “Eu te amo Renato”, primeiro longa nacional distribuído na web via Creative Commons. Segundo a assessoria, as melhores produções  terão gestão e divulgação diferenciada no portal e nas principais redes sociais do canal.

O prazo para se inscrever vai até as 18h do dia 4 de março de 2013. O edital e o formulário de inscrição estão disponíveis no site www.canalocubo.com.

Mostra chilena premia filmes


A Mostra Internacional de Cinema Independente de Osorno, no Chile, está com inscrições abertas para a segunda edição do evento, que acontece entre os dias 12 e 15 de março.
Podem participar curtas-metragens de ficção, de no máximo 30 minutos, e documentários (sem limite de duração), ambos com tema livre. É necessário, além do preenchimento da ficha de inscrição, o envio de três stills do filme em 300dpi e de uma cópia da obra em DVD (NTSC ou PAL), legendada em espanhol.
As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de janeiro pelo sitewww.muestracineosorno.blogspot.com.br.

14 janeiro 2013

Anima Mundi 2013 - inscrições abertas!


Inscrições abertas para a 21ª edição do Festival Internacional de Animação, até 8 de março

A 21ª edição do Festival Internacional de Animação – Anima Mundi 2013 – está com inscrições abertas até 8 de março. Neste ano, o festival acontece entre os dias 02 e 11 de agosto de 2013, no Rio de Janeiro, e entre os dias 14 e 18 do mesmo mês, em São Paulo.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas na página do festival. Não há restrições quanto a temas ou gêneros, nem limite para o número de inscrições por participante. Os formulários de inscrição estão disponiveis no site do Anima Mundi.
Os prêmios variam de R$ 3 mil a R$ 10 mil. Há ainda o Prêmio Anima Mundi Itinerante. Filmes e vídeos selecionados e convidados para participar do Anima Itinerante percorrerão algumas cidades brasileiras durante onze meses após o festival e receberão um prêmio no valor de R$ 700,00.
Todas as obras brasileiras aceitas no festival devem ter Certificado de Produto Brasileiro ou Certificado de Registro de Título emitido pela Ancine até o dia 29 de maio.
Veja aqui mais informações sobre o festival
(Fonte: Ancine/Minc)
(Texto: Juliana Nepomuceno, Ascom/MinC)

Prorrogado Edital da Petrobrás (Teatro)


Seleção possui acordo de cooperação com o MinC

As inscrições para o Programa Petrobras Distribuidora de Cultura, maior seleção pública específica para circulação de peças teatrais no país, foram prorrogadas até o dia 15 de janeiro. As inscrições serão feitas  exclusivamente pelo site www.br.com.br.
Assim como nas edições anteriores, o objetivo é contemplar projetos teatrais profissionais não inéditos, nas categorias adulto e infanto-juvenil, relevantes dentro do cenário cultural brasileiro. O valor total de recursos é de R$ 15 milhões para o biênio 2013-2014, o que representa um aumento de 20% na verba do programa.
O edital conta com a parceria do Ministério da Cultura (MinC), por intermédio do acordo de cooperação técnica firmado no dia 7 de dezembro  de 2012 , com o objetivo de conjugar esforços e procedimentos para a análise dos projetos inscritos.
A novidade deste ano é a seleção de no mínimo 5% dos projetos inscritos por diferentes pessoas jurídicas, sediadas em cada uma das regiões do país. Com isso, a cada 20 projetos inscritos em cada região, no mínimo um deverá ser contemplado. A medida tem o propósito de dar oportunidades iguais de acesso aos financiamentos do edital a proponentes  de todas as regiões do país.
Nesta seleção não haverá a obrigatoriedade de inscrição ou aprovação prévia pelo Ministério da Cultura, no ato da inscrição no edital, conforme o acordo de cooperação técnica firmado entre MinC e a Petrobras Distribuidora Cultural. Apenas os projetos pré-selecionados pela comissão de seleção da Petrobras  serão submetidos à análise do MinC, conforme o cronograma de etapas do edital.
O foco desta parceria é o alinhamento de procedimentos e diretrizes públicas, promoção do intercâmbio de informações técnicas e jurídicas, assim como economicidade na gestão do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), instituído pela Lei Rouanet. A medida permite a redução dos gastos públicos com análises desnecessárias.
Mais informações sobre o edital
Gerência de Imprensa e Comunicação Interna da Petrobras
Tel:  (21) 3876-4856 e 3876-4979
Plantão: (21) 9719-8719/ 72826767
geicom@br.com.br
(Texto: Caroline Borralho, Sefic/MinC)

Cinesul 2013 recebe inscrições


Fonte: Tela Viva News, 11 de janeiro de 2013, 12h35
O site "Tela Viva News" informa que estão abertas até o dia 1º de março as inscrições para o Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo, evento que acontece no Rio de Janeiro de 4 a 16 de junho. Haverá competição de curtas e longas-metragens. As produções devem ter sido finalizadas entre 2011 e 2013 e não podem ter sido exibidos em salas comerciais brasileiras ou na TV aberta. Mais informações e inscrições no site: www.cinesul.com.br.

Roteiro original?


12 janeiro 2013

Yasmina Reza: "Não há nenhum sentido em escrever teatro, se não for acessível“


Fonte: jornal "The Guardian/The Observer" - http://www.guardian.co.uk/stage/2012/jan/22/yasmina-reza-interview-carnage-polanski. Entrevista feita por Elizabeth Day, em janeiro de 2012. Traduzida do original em inglês especialmente para este blog.

A peça “Deus da Carnificina” (2008), escrita por Yasmina Reza, foi um sucesso mundial. Aqui ela fala sobre como foi trabalhar com o diretor Roman Polanski na adaptação para o cinema e o ano que passou com Nicolas Sarkozy.


Yasmina Reza: "Eu trabalho como um pintor. Se um pintor faz um retrato de alguém, ele não está interessado em sua infância. Ele pinta o que vê." Fotografia: Victor Pascal / ArtComArt

No final de 2005, a dramaturga Yasmina Reza foi abordada por um diretor de teatro alemão que queria encomendar um novo trabalho seu. "Eu disse, 'Não, eu estou cansada, muita coisa está acontecendo, eu não quero fazer isso'", diz Reza, sentada no canto de um bar escuro em sua Paris natal. Ela faz um gesto com as mãos, como se revivendo a recusa. Mas então, algo aconteceu que a fez mudar de idéia.

"Houve um pequeno incidente na vida do meu filho", diz ela, enchendo novamente sua xícara de chá com um bule em estilo oriental, enquanto fala. "Ele estava, então, com cerca de 13 ou 14 anos e seu amigo se meteu numa briga com um outro amigo, eles trocaram golpes e amigo do meu filho teve o dente quebrado. Alguns dias mais tarde, me encontrei com a mãe desse menino na rua, eu perguntei a ela como seu filho estava, se ele havia melhorado, porque eu sabia que teriam de fazer alguma coisa com seus dentes – eles tiveram que operar ou algo do gênero. E ela me disse, "Você acredita que os pais [do outro menino envolvido] sequer me telefonaram? "

Reza olha fixamente para mim, olhos castanhos sem piscar, como se a sublinhar a gravidade da situação. Mas, então, sua boca se contorce no canto e se transforma em um sorriso largo.

"Foi de repente, clique! Pensei, 'Isso é um tema incrível." Ela quase salta em sua cadeira com a lembrança, com o cabelo balançando como se espelhando o seu entusiasmo. "Então eu perguntei aos alemães se ainda era possível fazer uma peça e eles disseram:" É possível, mas você tem que fazer isso até abril."

Reza escreveu então a coisa toda em três meses. "Nenhum método", diz ela alegremente. "Eu só escrevi."

O trabalho resultante foi “Le Dieu du carnage (God of Carnage/Deus da Carnificina)”, uma das peças mais populares e aclamadas dos últimos 10 anos, que tem sido objeto de várias produções teatrais e foi transformado em um filme dirigido por Roman Polanski, estrelado por Kate Winslet , Christoph Waltz, John C Reilly e Jodie Foster como integrantes de dois casais de classe média, belicosos, que se reúnem para discutir a luta de seus filhos no playground.

Reza brinca com o curso desse encontro, inicialmente civilizado, mas que logo degenera em uma noite de antipatia mútua e xingamentos. Ao final do encontro, o diálogo ácido queimou todo o verniz de respeitabilidade, burguesia presunçosa, com conseqüências alternadamente cômicas de desconfortáveis.

Em Londres, onde a peça teve sua estréia em 2008 (após ser traduzida para o inglês por um colaborador de Reza, de longa data, Christopher Hampton), foi um sucesso comercial e de crítica. No Guardian, Michael Billington saúda Reza como "uma humorista nata", outros proclamaram-se "encantados com sua observação incisiva" e "humor sagaz". Ele ganhou um Olivier de melhor peça inédita e quando Deus da Carnificina foi montado na Broadway em 2009, ganhou um Tony e se tornou a terceira mais longa montagem da década.

O filme de Polanski, chamado simplesmente de 'Carnage', é extremamente fiel ao original. Apesar do cenário ter sido transferido de Paris para o Brooklyn, bairro de Nova Iorque, muito do diálogo permanece e a maior parte da ação se passa dentro de quatro paredes do apartamento, claustrofóbico.

"Eu percebi imediatamente tudo ser transponível de Paris para o Brooklyn", diz Reza, que adaptou o roteiro com Polanski. "Nós escrevemos em francês primeiro, mas ele queria fazer isso com atores ingleses, porque ficaria mais à vontade. Assim, ele traduziu."

É a primeira vez que Reza, de 52 anos, deu permissão para uma de suas peças ser adaptada para o cinema. “Art”, outra de suas peças de sucesso, escrita em 1994 e para a qual ela é ainda mais conhecida, já foi traduzida para mais de 30 idiomas, arrecadou quase US$200 milhões e venceu a tríplice coroa do mundo do teatro: o prêmio Molière francês, o prêmio Olivier britânico e, em numa inédita premiação, foi a primeira peça escrita em língua não-inglesa a ganhar o norte-americano Tony.

Mais quatro peças de sucesso a seguiram, incluindo “Life x 3”. O público lotou os teatros em ambos os lados do Canal da Mancha. Na França, um país em que o sucesso comercial nas artes é freqüentemente comparado com o fracasso criativo, mesmo assim Reza se tornou uma estrela. O jornal “Libération” certa vez comparou o circo armado pela mídia em torno da produção de uma de suas peças com o lançamento do último Harry Potter.

Ela diz que foi "inundada" por pedidos de cineastas que querem adaptar o seu trabalho, tudo o que ela tinha se recusado até agora. Então, por que dizer sim, desta vez?

Reza com John C Reilly, à esquerda, Roman Polanski e Kate Winslet na première de Carnage em Paris, novembro de 2011. Fotógrafo: Francois G Durand/WireImage

"Polanski", ela responde sem hesitar. "Eu o adoro." Não é a primeira vez que os dois uniram forças - Reza traduziu, no final dos anos 80, a pedido de Polanski, sua peça sobre a Metamorfose de Kafka - mas eu me pergunto se ela tinha qualquer escrúpulo em trabalhar com ele novamente. "Escrúpulos?", ela pergunta, aparentemente chocada. Sim, ela se sentiu desconfortável com o fato de que Polanski é procurado nos Estados em seis acusações criminais, incluindo o estupro de uma menina de 13 anos de idade (em razão do qual, Carnage teve de ser filmado em Paris)? "Não, eu não tinha escrúpulos", responde Reza. "Escrever com ele sempre correu muito bem... somos idênticos Nós não discutimos o significado. Discutimos o instinto”.

É uma resposta estranhamente amoral da mulher que uma vez teria dito: ". Teatro é um espelho, um reflexo nítido da sociedade. Os grandes dramaturgos são moralistas ". E é verdade que, em suas peças, a pretensão hipócrita, o descuido emocional, são escrutinados com precisão devastadora. Em “Deus da Carnificina”, o personagem que fornece grande parte da forragem cômica é Alain, o advogado cínico que passa muito do seu tempo ao telefone defendendo os efeitos colaterais desastrosos de um medicamento comercializado por uma empresa farmacêutica desonesta.

Na “Life x 3” (escrita em 2000), Reza apresentou três versões de um mesmo jantar, mais uma vez a desnudar a falsidade do verniz social e a selvageria que se encontra abaixo de sua superfície. É possível que sua vida pregressa - Reza foi criada na França por seu pai, engenheiro russo-iraniana, que morreu há vários anos, e mãe violinista húngaro – lhe dê uma perspectiva única. Embora Reza diga que "se sente francesa" e seja íntima das sutilezas sócio-culturais de seu país, sua perspectiva é a de um observador agudo e ironicamente interessado.

Será que ela ainda se considera uma moralista? Ela sorri. "Há todas essas teses universitárias que dizem que eu sou uma moralista. Eu não sei se sou ou não. Talvez ..." Ela deixa o pensamento flutuando no ar, enquanto toma mais um gole do seu chá.

Na verdade, ela evita com firmeza o rótulo de que se propõe a escrever peças com "grandes idéias". "Você sabe, os críticos em geral sempre tem uma tendência a dar uma dimensão sociológica para o meu trabalho. Para mim, estou muito feliz que eles digam isso, mas não é isso que me anima. O que mais me motiva é escrever sobre pessoas que parecem estar bem, mas por baixo de seu verniz, elas estão quebradas. Seus nervos estão partidos. Como quando você se mantém bem, até que simplesmente não pode mais, até que seu instinto assume. É fisiológico.”

É por este motivo, diz ela, que nunca procura explicar ou desconstruir fundo seus personagens para o público. "Eu não estou interessada em como eles eram quando crianças, na psicanálise, porque a escrita é totalmente instintiva. Eu trabalho como um pintor. Se um pintor faz um retrato de alguém, ele não está interessado em sua infância... Ele pinta o que ele vê. Não há explicação, porque isso não tem relevância alguma".

A maioria de sua obra, ela explica, não começa com o desejo de enfrentar um tema social abrangente, mas com uma única faísca - como o incidente com o amigo de seu filho - que ilumina algo maior. Isso levou a críticas de que suas peças são banais e ficam no meio da estrada; que elas são dependentes da interpretação de grandes atores para o seu sucesso. Mas também trouxe uma imensa popularidade; há, entre um punhado de críticos, a crença um tanto esnobe que suas peças são para aquelas pessoas que normalmente não vão ao teatro.

Em parte, Reza atribui sua opção contra o ‘nonsense’ por ter trabalhado anos como atriz. Ela estudou na renomada escola de Jacques Lecoq em Paris, antes de se tornar profissional por vários anos. Ela escreveu sua primeira peça, “Conversas Depois de um enterro”, em 1987, beirando os trinta anos, porque eu estava sempre a escrever. “Eu sabia que era boa no que fazia” e, desde então, escreveu sete peças, cinco romances e uma obra de não-ficção.

Sua experiência no palco, ela diz, "influenciou o meu trabalho enormemente". Seu tradutor americano, David Ives, disse no passado: "Metade da razão porque suas peças são encenadas é porque os atores querem fazê-las ... Há material conturbado para boas performances".

Ela facilita, conscientemente, as coisas para toda a equipe também. Suas peças tem tudo pronto dentro de um único conjunto, não contêm mais de quatro pessoas e nunca incluem sugestões para a aparência de um personagem ou sua biografia pregressa. "Porque mesmo que você diga para um ator: este personagem foi espancado como uma criança ", o que eles podem fazer além de dizer, 'OK' e depois é só ir em frente?" Reza diz. "Isso não lhes serve de nada. A escrita é muito mais orgânica do que isso. Ela não é de todo intelectual".

Nesse momento, ela fala em um rápido fluxo de francês e seu cabelo se movimenta - como um barômetro indicando seu humor interno – fazendo com que ela tenha de afastá-lo de seu rosto. Ela para, em seguida, para rir de si própria com intensidade "Bem, para mim, pelo menos."

Acho o riso dela curioso, porque de acordo com quase todas as entrevistas com Reza que já li, ela foi considerada distante e pretensiosa, uma mulher que se ofende com facilidade e defensiva em suas respostas. "O riso", disse ela em uma entrevista em 2001, “é muito perigoso”.

Mais curioso, é olhar para essa mulher pequena sentada em frente a mim, só sorrisos, leveza e gestos entusiasmados. Ela parece ser o oposto da pretensão teatral. Quando eu descrevo suas peças como acessíveis, ela pega carona na ideia e concorda. "Sim, definitivamente. Adoro esta definição. Estou bem com isso. Idéias complexas, mas acessível. Não há sentido em escrever teatro, se não for para ser acessível, porque ninguém vai vê-lo. Os maiores dramaturgos, como Shakespeare ou Molière - a quem, aliás, eu não estou me comparando - também foram acessíveis".

A citação sobre o riso ser perigoso foi, ela diz, colocada fora de contexto. E parece evidente que qualquer um que faz um personagem vomitar no palco sobre um catálogo Kokoschka inestimável no meio de uma discussão, supostamente civilizado entre adultos (como Annette faz em “Deus da Carnificina”) deve ter senso de humor.

"Em ‘Art’ (Arte, peça de sua autoria) há uma frase de um dos personagens que diz “cultura? Eu vomito nela” e em ‘Deus da Carnificina’ eu resolvi colocá-la literalmente. Ela votima em uma pilha de livros de arte”. Reza sorri, aparentando apreciar intensamente a idéia.

Yasmina Reza em1996, com seu prêmio britânico Evening Standard em melhor comédia pela peça "Art". Fotógrafo: Alan Davidson/The Picture Library

Em nenhum momento ela se porta como a grande dama que tem sido ovacionada. Ela só me permite pagar a conta das bebidas depois de verificar que eu serei reembolsado. Quando eu comento sobre seu relógio, ela o tira para mostrá-lo par Amim. Conversa com naturalidade sobre seus dois filhos com o diretor de cinema Didier Martiny – sua filha de 23 anos de idade, Alta, que é advogada criminal, e seu filho, Nathan, 19 anos, que quer ser cantor. Ela não poderia ser mais encantadora.

Talvez a idade tenha lhe feito amadurecer. Talvez seja porque estamos fazendo a entrevista em francês, língua na qual ela se sente mais a vontade para se expressar. Talvez ela tenha tido um bom dia. Seja qual for a razão, não há nenhum sinal da megera irônica que eu esperava. Como, eu me pergunto, Reza ganhou essa fama?

"Eu sei!" , ela diz, com os olhos arregalados de horror. "Estou fico tão intimidada com a língua inglesa... Houve um artigo que dizia algo como ‘eu a odiava antes, eu a odeio ainda mais agora que a conheci." Tenho sido alvo de ataques pessoais muito desagradáveis, e não entendo o porquê”.

Como uma mulher atuante num mundo dominado pelos homens de teatro, Reza nunca encontrou sexismo óbvio, mas "nas primeiras entrevistas que fiz, eu era jovem. Não sabia de nada e eu tinha o costume de tirar todo o meu batom e repassá-lo. Isso foi visto como muito feminino... talvez eles não me tenham levado a sério".

Essa fama, supõe-se, deve decorrer da idéia de que os dramaturgos são todos artistas falidos, que vivem em sótãos românticos, gratos por qualquer migalha de atenção que recebam. "Talvez, mas eu nunca joguei esse jogo. Não me considero uma celebridade ou uma intelectual. Sou uma escritora e isso é outra coisa... Não quero ter uma opinião sobre assuntos atuais, sobre política e, de certa forma, isso é ruim para mim, porque se você tomar a posição de um intelectual, isso te dá autoridade. Mas - infelizmente – eu não quero fazer isso. Tenho a pretensão de que minha escrita deve ser suficiente para ter sua própria autoridade”.

Ela diz que não se sente confortável em se tornar "um porta-voz" das idéias de seus personagens. "Exige-se que os escritores tenham uma visão do mundo, tomem posições. Mas eu não gostaria de fazer isso, porque quero ser capaz de escrever personagens com visões diferentes de vida e que eles sejam convincentes”.

Sua postura declaradamente apolítico torna ainda mais bizarro o fato de que, em 2006, Reza escolheu ficar à sombra do então candidato presidencial francês, Nicolas Sarkozy, no ano que antecedeu sua eleição, em maio de 2007. O livro que ela escreveu sobre esta experiência - L'aube, le soir ou la nuit (Amanhecer, Crepúsculo ou Noite) - descreveu Sarkozy como um baixinho egoísta impulsionado por "uma busca infantil para a aprovação". Em um capítulo, Reza descreve o futuro presidente pegando uma cópia do Le Figaro "visivelmente agarrado" por um item na primeira página. Não foi a notícia sobre o Irã ou a eleição francesa que tinha capturado a atenção dele, mas um anúncio de um relógio de luxo. "Isso é um Rolex agradável", disse Sarkozy.

O que Reza fez do seu tempo no gabinete? "Nada de especial", ela responde, com opacidade quase deliberada. "O livro não foi de todo político. Foi uma observação de um homem, um movimento ... Eu posso ter uma opinião sobre a maneira como ele governa o país, mas não será mais interessante do que a de qualquer outra pessoa, de um cidadão normal".

Não é surpresa que, em razão de suas observações, ela não tem mais contato com o (então) presidente. "Eu não tinha o desejo de criar um vínculo com ele. Quando o livro foi feito, era evidente para mim que nunca poderíamos nos ver novamente. Nosso relacionamento não foi amigável, foi cordato... Sempre tive meu notebook, porque para um escritor, sendo visto como tendo uma relação confortável com o poder, é uma coisa ruim. Se amanhã ele não for presidente, ficarei feliz em jantar com ele".

Tenho certeza de que Sarkozy ficará aliviado ao ouvir isso.

Ainda assim, é de se imaginar que Reza, ela mesma filha de imigrantes, deve ter pontos de vista interessantes sobre a abordagem de Sarkozy para a integração cultural. Em abril do ano passado, o presidente proibiu o uso da burca em locais públicos e mais tarde declarou que acreditava que o multiculturalismo "falhou". De início, fiel à forma, Reza se recusou a comentar sobre isso, mas quando eu a pressionei, ela reconheceu que seus pais, apesar de estrangeiros, sempre a criaram com "a idéia absoluta de que devemos amar a França" e insistiu que fala um francês perfeito.

"Sinto tristeza real quando vejo filhos de imigrantes, jovens de subúrbios que nasceram na França, mas que não falam bem a língua. Eles estão escolhendo ficar à margem. Esta maneira de falar em subúrbios é meio árabe, meio francês e eu não entendo isso. É uma maneira de ficar marcado”.

"Não é sobre ter ou não sotaque - minha mãe ainda confunde os pronomes 'le' e 'la' e é encantadora -.mas sobre pessoas que nasceram na França, frequentam as escolas francesas. Meus pais sempre me disseram que a única maneira de se integrar era falar a língua perfeitamente. É uma delicadeza, uma forma de agradecer ao país que o recebe, se tornar um veículo para sua linguagem".

E talvez seja este respeito confesso da linguagem, essa alegria em suas nuances e capacidade de dissimulação, que dá Reza seu ouvido para o diálogo. O que a torna ainda mais interessante que o seu sucesso depende, em grande parte, por seus tradutores - dramaturgo Christopher Hampton, que ganhou um Oscar em 1989 por sua adaptação de “Ligações Perigosas”, traduziu a maioria das peças de Reza para o teatro britânico. Será que ela acha difícil confiar nele?

"Ah, mas eu não confio nele totalmente!", ela diz, brincando. "Não, eu o adoro, ele é um grande amigo, mas não confio cegamente. Lembro-me da primeira vez que nos conhecemos, ele tinha traduzido ‘Art’ para o inglês e liguei para ele e disse: 'Eu recebi o seu primeiro rascunho. Ele disse, 'O que você quer dizer, meu primeiro rascunho? É a peça. Ele é a tradução, não é um rascunho". Eu disse, 'Sim, é. Há trabalho a ser feito".

"Até aquele momento, Christopher só tinha traduzido pessoas mortas. Esta foi a primeira vez que ele tinha alguém vivo, ao telefone com ele. Nós reformulamos e retrabalhamos e eu sei que eu estava sendo chata, que ele estava dizendo para as pessoas ‘ela está me dando uma dor de cabeça e quase não fala inglês!’. Há uma pausa, então ela acrescenta: “agora, o meu inglês é muito melhor”.

Seus olhos brilham quando ela diz isso, mas estão muito sérios. Existe um núcleo de aço debaixo de seu exterior vivaz; uma determinação que desmente sua maneira fácil. Quando ela termina seu chá e me dá um pequeno e preciso sorriso, parece que Reza, assim como seus personagens, tem aspectos de si mesma que prefere permaneçam escondidos.

FSA seleciona projetos de longa-metragem para defesa oral

A Ancine divulgou a lista com os 51 projetos de longa-metragem, apresentados por 43 produtoras brasileiras, selecionados na linha A do Fundo Setorial do Audiovisual para a etapa final de avaliação, que consiste em defesa oral.
A lista inclui cinco projetos selecionados por meio do indutor regional, mecanismo criado para incentivar a produção independente em todo o Brasil e que consiste na classificação de propostas apresentadas por produtoras sediadas em estados não contemplados no grupo que obteve a nota técnica mais alta. Assim, nesta chamada pública serão apresentados ao Comitê de Investimento do FSA dois projetos de empresas do Paraná, dois da Bahia e um de Pernambuco. São eles: “A Angústia” (Usina de Kyno), “Brega Naite” (Aroma Filmes), “O Fantasista” (Truque Produtora de Cinema), “O Homem que Matou a minha Amada Morta” (Grafo Audiovisual) e “Vertigem do Sagrado” (Truque Produtora de Cinema).Share onO resultado final da Chamada Pública PRODECINE 01/2012 será divulgado em fevereiro, quando serão conhecidos os projetos que receberão investimentos na produção que somam um total de R$ 50 milhoes.